Um novo livro
Contos, novos contos.
As viagens de ônibus pelo Brasil, as idéias anotadas no papel nas longas jornadas de desconfortável ócio vislubrando as paisagens incrivelmente velozes do lado de fora. As noites frias ao vinho, na solidão de hotéis baratos em cidades pequenas e grandes. Amigos deixados lá pra trás, e histórias que nunca mais se repetirão.
Contos, mais contos. São essas coisas que relatamos que nos dá a graça de fingir que tudo é falso, ou brincar que tudo é verdadeiro. Um diário fajuto e descarado de nossa realidade, uma máscara invisível onde quase sempre somos o personagem central.
Eu gosto dos contos. São rápidos e faceiros, muitas vezes solenemente idiotas como nossos espíritos. Escreve-los é um prazer egoista, uma coisa boa e creio que nós todos somos contistas. Oras, fazemos nossas pequenas histórias em diários, em pensamento, ouvindo música e até escrevendo-os, como costumo fazer.
Começo agora mais uma série de contos e se meu espírito for acometido pelo insano desejo da morte - essa merda que persegue a todos os humanos - talvez bote aqui alguns poemas. Por ora, apenas contos. Preferencialmente aqueles com cheiro de terra e asfalto.
Escrito por Cass às 15h29
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